Black Label Society #EuFui


Na sexta passada, dia 5 de abril, eu pude ter a experiência de ir ao show do Black Label Society. Para quem não conhece ou não sabe quem é o BLS, é a banda liderada pelo guitarrista Zakk Wylde que vem a ser guitarrista do Ozzy Osbourne. Com um heavy metal pesado, mas ainda assim bastante melódico - se é que posso chamar assim - a banda tem 21 anos de existência. Essa é a quarta vez que a banda vem se apresentar em terras brasileiras.

O setlist foi bem dividido: os discos The Blessed Hellride, 1919 Eternal, Grimmest Hits e Mafia tiveram mais faixas escolhidas. O Grimmest Hits, na verdade é o último cd lançado pela banda e não, não tem nada a ver com Greatest Hits até porque não é uma coletânea e sim um cd de inéditas. Foi apenas um trocadilho bem bolado. Os outros três discos são bem populares entre os fãs.

Falando como grande apreciadora (sommelier) de heavy metal, eu conheci o BLS no álbum "Order of the Black" que tem uma faixa muito bacana chamada "Overlord", que vem a ter um clipe muito peculiar com referências de Bruce Lee, Kill Bill. Você pode assistir neste link. Mas eu tenho um certo defeito chamado "ficar ouvindo um álbum só por séculos", então nisso eu meio que deixei escapar algumas coisas.

Antes do show.

O Circo Voador é um local bacana de ir. De qualquer lugar você tem uma ótima visão do palco até porque o lugar é pequeno. A lotação é de 2.800 pessoas. O único contra é que por ser aberto, dependendo da temperatura (que geralmente é 50 graus, porque estamos falando do Rio de Janeiro) pode ser desconfortável. Foi o que mais ou menos aconteceu comigo e com o Bruno, meu namorado. A única coisa intacta foi a minha sombra 3d, de resto tudo derreteu.

Chegamos em torno das 16h30, 17h por aí. A fila era praticamente nula, provavelmente por ser sexta-feira, muita gente ainda estava no trabalho e o trânsito do Rio é um cão raivoso de tão imprevisível. Tanto que ficamos praticamente no portão. Algumas pessoas estavam esperando ver o Zakk sair da van, na parte de trás do Circo. Mas ainda assim era pouca gente. O portão estava previsto para abrir às 20h.

A banda Syren. Uma excelente surpresa!
O calor de certa forma, foi um pormenor. Desta vez, a Liberation, empresa responsável por trazer o BLS pro Brasil, sugeriu uma banda de abertura. E foi assim que eu conheci a Syren. Na verdade conheci a banda por uma amiga, mas não me liguei muito nas músicas. Originária de Petropólis, o vocalista tem um timbre que lembra o do Bruce Dickinson. Eles cantaram 5 músicas. Foi um show bacana até. Músicas boas de "bater a cabeça". Porém existe um lado "ruim" com bandas de abertura: não se curte tanto o show quando se está esperando a banda principal.


Sobre o show.

Finalmente às 22h o show começa! E que show! Após "Whole Lotta Sabbath" terminar, a cortina cai já mostrando Zakk Wylde e sua trupe quebrando tudo! Foi um dos começos de show mais eletrizantes que eu já vi, a resposta do público é muito intensa! E a banda engatou as 5 primeiras músicas uma atrás da outra: Genocide Junkies, Funeral Bell, Suffering Overdue, Bleed for Me e Heart of Darkness.

A Funeral Bell era uma das canções que eu mais esperava ouvir! Ela logo começa com um riff pesado e a letra é tão foda quanto. Com toda a certeza superou as minhas expectativas.
Zakk itself.
Porém essa não foi a melhor música do show, mas sim a Suicide Messiah. Confesso que é uma das canções que eu menos escutei na playlist que eu fiz pra me preparar pro show. Não foi por mal.

Entretanto há um fenômeno chamado “a-música-que-no-show-ganha-uma-força-descomunal-ao-vivo-que-sempre-subestimamos.mp3”. Não é que a música fosse fraca por ser gravada em estúdio, mas ela ganhou A força ao vivo! Talvez pelo público cantar cada sílaba junto, talvez pelo peso (a mais), mas ela é incrível.

Logo após vem as músicas mais “leves” e uma bela homenagem a Dimebag e Vinnie Paul, ambos ex-Panteras e já falecidos. É nítido ver a devoção e o amor que o Zakk tem por ambos, de até dedicar uma música. Foi um dos momentos mais lindos do show.
Ele toca guitarra com a boca!
Com toda a certeza o show do Black Label Society é algo que veria novamente, sem dúvida alguma. Obviamente teve outros destaques, mas esses foram o que mais me marcaram. O que me fez ficar encantada com o show foi a entrega do público. Assim o Zakk não é a pessoa mais comunicativa do mundo, o que me causou estranheza, mas ainda assim dava para perceber a felicidade dele com o show. 

Apesar do calor extremo – e estar com blusa e calças pretas mais coturno foi um sacrifício enorme – eu repetiria tudo! Ter ido com o player 2 foi uma experiência de ouro, como sempre é. É muito bacana ter alguém que curte as mesmas coisas e tem o mesmo nível de animação e expectativas.

Sobre Queer Eye e uma provável desconstrução da moda.



Olá, tudo bem? Espero que sim! Bom hoje decidi reabrir a tag "Adorável Entretenimento" com as minhas primeiras impressões sobre Queer Eye, a série mais badaladíssima do momento sobre makeovers, reformas fashion e outras coisas mais. E também uma breve reflexão sobre os próprios realities shows de moda.

Não é de hoje que assisto programas desse gênero. Como uma viciada em Home & Health, lembro que as quartas-feiras da emissora eram dedicadas apenas a moda. De várias maneiras. Para ser honesta, há uns 2, 3 anos eu pretendia trazer esse assunto para um antigo blog meu, mas nunca tive a oportunidade (ou pode chamar de preguiça também, bloqueio criativo... Tantos nomes.). Até hoje. 
Uma pequena história...
O meu vício se concentrava em dois programas basicamente: “Mude o meu Look” e o “Esquadrão da Moda” americano. Era muito fácil me pegar chorando, até porque o roteiro de ambos os shows era para realmente fazer emocionar. Histórias de baixa auto-estima sempre me tocam de uma maneira que não conseguia conter as lágrimas. Porém, entretanto, todavia a medida que eu ia assistindo os episódios tinha uma coisa que me incomodava muito: As pessoas sempre eram “reformadas” da mesma maneira.
No programa “Mude o meu Look” isso era mais descarado: a participante era alguém “desajeitada” ou “inadequada”. Havia uma grande emoção (foco na Thamyris ficando emocionada), um monte de roupas sendo jogadas fora e no final um padrão “vestido + salto alto ou blusa “comportada” + saia + salto alto”. E digo que teve uma hora que isso começou a me deixar muito chateada, para dizer o mínimo. Não havia inovação ou o mínimo respeito pelo estilo das pessoas. Ok, haviam alguns que realmente o negócio era tenso, mas em alguns casos era mais questão de adaptar.
Mas sigamos... Após contar esta pequena experiência, passei uns bons anos longe de qualquer tipo de programa deste gênero em particular. Principalmente porque perdi muito do interesse. 
Até que há dois dias eu vi essa série que todo mundo fala dela, há um bom tempo. Inspirada na famosa série “Queer Eye for the Straight Guy”, a Netflix resolveu fazer um reboot com outro “Fab 5” e encurtou o nome para “Queer Eye”, o que é bem melhor porque é fácil de decorar. 

Como disse, no meu círculo de amigos, quase todo mundo tinha visto a série. E eu vou confessar que tenho uns problemas em assistir séries que todo mundo assiste. É quase um espírito “hipster reverso”, e isso meio que já aconteceu com Game of Thrones e The Walking Dead. Mas enfim, decidi assistir. E bem... 

A SÉRIE É FABULOSA! Desculpe o trocadilho sem intenção. 

Como eu disse estes dias no meu twitter, Queer Eye é um Esquadrão da Moda + programas do H&H mas com mais humanidade. Apesar de eu assistir a primeira temporada neste exato momento, já sei que a terceira tem a presença de mulheres e eu acho que poderei dar um veredito mais definitivo quando chegar lá. Entretanto, isso não invalida os quatro episódios que assisti até agora. 

Os 5 fabulosos são pessoas que eu amaria fazer amizade. Por exemplo, eles vão mudar o seu estilo? Vão, mas sempre respeitando quem você é e o que você gosta de vestir. Ah, você gosta de bermudas acima do joelho? Beleza, o Tan vai pegar um modelo que valorize a pessoa que você realmente é, e não um vestido genérico que não tem nada a ver com seu estilo, apenas para te encaixar em algo "aceito pela sociedade". Fora que o próprio programa tem um tato incrível em mostrar as situações pelos quais os participantes passam e eu confesso que mesmo sendo do gênero oposto, eu me identifiquei com algumas coisas. Mas isso é papo para outro post. 

O meu fab-boy favorito definitivamente é o Jonathan, seguido pelo Karamo. Mas obviamente cada um tem sua importância. Por exemplo, os dois primeiros são responsáveis pelas partes de cuidado pessoal e cultura, respectivamente. Tem o Antoni, responsável pela comida, o Tan, pela moda e o Bobby, pelo design de interiores. Como disse, geralmente esses programas me emocionam, mas sabe aquela emoção “de verdade”? Foi o que eu senti. É uma série que pretendo continuar a ver, e mesmo não sendo obrigatório vê-la em ordem, porque cada episódio é único, eu farei updates neste post sobre minhas impressões das três temporadas.

E eu termino este post com uma provocação básica. O programa é fantástico e tal. Mas como faz falta um programa neste estilo feito por mulheres para mulheres. Onde poderia rolar um empoderamento real, mesmo que estético. Não essas coisas de mude-de-estilo-apenas-para-atrair-os-homens-"certos" ou você-só-se-veste-assim-para-chamar-a-atenção, mas sim um verdadeiro respeito pela essência da pessoa. 

É isso,
Thanyx.

It's my life.

Pois é. Voltei. Deu saudade de escrever!
Bem, o que rolou na minha vidinha até esse momento aqui? Muita coisa! E muita coisa bacana, outras coisas nem tão bacanas assim. Talvez, eu irei mudar o layout do blog? Talvez, as cores. Enfim... Eu tô tentando voltar a escrever, até para conseguir algo como freela. Neste exato momento, não tô me preocupando com muitas coisas. Porém, vamos ao que interessa:

O que mudou na minha vida?


1 - Eu tenho uma loja.

Muito provável este seja o motivo de fazer este post. Depois de muito pensar, de ficar com um medo surreal... Eu resolvi arriscar e por isso apresento a vocês, a minha loja: a ArTEAR . Ainda tô com medo? Muito medo! Mas quem não arrisca, não petisca. Eu faço tear há mais de 10 anos, mas apenas hoje resolvi ganhar grana com isso. Mesmo cometendo alguns erros, quero fazer mais acertos com toda a certeza. O tear funciona para mim como uma espécie de terapia. Desde novembro estou desempregada, então é a minha forma de ter grana.

2 - Eu fiz uma tatuagem.

Enquanto estava trabalhando, resolvi juntar grana para a minha primeira tatuagem. Confesso que achei que seria mais dolorido, mesmo com a parte que eu escolhi tatuar: o braço. A sensação é de vacina entrando e saindo várias vezes. Exceto a parte do sombreado, essa parte assumo que suei frio à beça. Principalmente perto do tríceps e do ombro. Conselho para a vida: não saia para almoçar e volte para terminar a tatuagem. A dor triplica. Mas ainda assim é mais de boa. Claro que pretendo fazer mais, mas dependo de grana. Ou seja, do item 1.



3 - Começarei a minha pós-graduação.

Daqui a exatos 5 dias embarcarei em um mundo completamente novo. Farei pós-graduação à distância pelo Senac. O curso escolhido foi de Comunicação Empresarial. Mas confesso que ainda estou de olho em outra pós que é sobre Comunicação e Semiótica. Há 3 anos, eu me formei em Jornalismo, apesar de não ter trabalhado na área é ainda algo que me fascina à beça. E eu penso muito em sempre me desenvolver. Inclusive já penso até no próximo tema de monografia.

4 - Cursos de Design Gráfico e Web Design.

Início desse ano - ainda estamos no início, mas ok - eu finalmente executei duas metas que queria muito. Eu amo estudar. De verdade, principalmente com paradas que eu gosto. E em 2019, eu comecei a fazer os cursos citados no subtítulo. Eu finalmente aprendi a mexer no temido Corel Draw, tô aprendendo a mexer com HTML e é bem bacana até.

5 - Tentando aprender a lidar comigo mesmo.

Ainda tô tentando. Um dia eu escrevo mais sobre isso.

Por enquanto acho que é isso. Se tiver mais uma novidade, correrei para contar. Beijo, até mais.

Toc toc, ainda há alguém por aqui?

Eu poderia dar todas as desculpas do mundo, mas não darei. Há momentos onde existe a fase de se afastar de algumas coisas. Uma delas foi o blog. E há fases onde ainda bate saudade, e bem isso acontece com o blog agora. Muita coisa aconteceu na minha vida, e foram coisas bastante legais. Como, por exemplo, hoje eu tenho um emprego. Não é algo da minha área - sou jornalista -, mas é algo que está me fazendo feliz. Aquelas coisas de ganhar o próprio dinheiro, mesmo que eu tenha iniciado isso "um pouco tarde", com 25 anos. 

Entretanto não vejo isso como motivo de reclamação, cada um sabe sobre o seu próprio tempo. Claro que há reflexões sobre eu poder ter começado antes, mas estou satisfeita com o caminho que estou seguindo, sinceramente. Óbvio que pretendo um dia, o mais breve possível, trabalhar com a área que estudei, mas também não me sinto mal por trabalhar em algo completamente diferente. Ser vendedora, está me ajudando a não ser tão tímida. Não há espaço para ter esse tipo de atitude. Estou aprendendo há cerca de um mês: de ser mais tolerante, de saber como conquistar a fidelidade do cliente e outras habilidades. É bastante legal, na verdade, além de conquistar alguns amigos de trabalho. 

Além de tudo isso, estou melhorando o meu inglês. Hoje estudo na Wizard, estou no livro W8, e é maravilhoso, apesar de entrar em um território desconhecido. A última vez que aprendi inglês foi há quase 5 anos, graças a Deus, pude voltar no nível que parei (intermediário) e estou feliz com o caminho que tenho traçado. 

Agora, o blog? Bem, estou planejando, mas sem pressão, começar a fazer críticas literárias. Eu tenho muitos livros aqui em casa, e qual é o melhor espaço senão o blog para falar sobre isso? Adianto que será em uma linguagem mais informal, ainda sou novata nisso, mas aos poucos quando eu adquirir mais experiências tentarei deixar as coisas mais profissionais. Pelo menos as fotos serão, isso eu posso garantir. 

Bom, acredito que é isso por enquanto. Não sei há alguém que lê ainda aqui, mas a proposta que eu fiz a mim mesma de ser um espaço amigável pra mim mesma, poder ver o quanto evoluí ainda me instiga bastante. 

Beijo,
Thanyx.

Pode ouvir sem medo: Retrospectiva musical.

Antes de iniciar o post propriamente dito, quero desejar a todos vocês um excelente 2018! Que tenha muita paz, felicidade, amor, prosperidade e claro, muita música! Mesmo que as coisas possam parecer mais contra do que a nosso favor, sejam perseverantes! ♥
Sem muitas delongas e desculpas, chego ao último post de 2017. Música é algo que rege a minha vida. Eu ouço as minhas bandas favoritas seja em casa, seja no ônibus. E mesmo que aqui eu não tenha postado muita coisa de música, eu tento me redimir nesta retrospectiva. Poderia colocar álbuns apenas lançados em 2017? Sim, mas alguns do ano passado também me marcaram e com certeza ainda irei ouvi-los em 2018.
Eu poderia fazer uma retrospectiva de fatos qufe aconteceram neste ano? Sim, mas achei clichê. Por isso decidi fazer sobre algo que marca a minha vida. Descobri ótimas bandas, mas também pude revisitar alguns grupos que aquecem o meu coração. A música é tão importante para mim que me ajudou até em outras áreas da vida.
Por último, não dividi esta retrospectiva em meses, até porque passei alguns meses ouvindo praticamente o mesmo cd rsrs. Então, vamos lá!

© Admirável Inconstância - 2016. Todos os direitos reservados. Criado por: Thamyris Aquino. Tecnologia do Blogger. imagem-logo