Black Label Society #EuFui - Admirável Inconstância

Black Label Society #EuFui

Publicado em 17/04/2019


Na sexta passada, dia 5 de abril, eu pude ter a experiência de ir ao show do Black Label Society. Para quem não conhece ou não sabe quem é o BLS, é a banda liderada pelo guitarrista Zakk Wylde que vem a ser guitarrista do Ozzy Osbourne. Com um heavy metal pesado, mas ainda assim bastante melódico - se é que posso chamar assim - a banda tem 21 anos de existência. Essa é a quarta vez que a banda vem se apresentar em terras brasileiras.

O setlist foi bem dividido: os discos The Blessed Hellride, 1919 Eternal, Grimmest Hits e Mafia tiveram mais faixas escolhidas. O Grimmest Hits, na verdade é o último cd lançado pela banda e não, não tem nada a ver com Greatest Hits até porque não é uma coletânea e sim um cd de inéditas. Foi apenas um trocadilho bem bolado. Os outros três discos são bem populares entre os fãs.

Falando como grande apreciadora (sommelier) de heavy metal, eu conheci o BLS no álbum "Order of the Black" que tem uma faixa muito bacana chamada "Overlord", que vem a ter um clipe muito peculiar com referências de Bruce Lee, Kill Bill. Você pode assistir neste link. Mas eu tenho um certo defeito chamado "ficar ouvindo um álbum só por séculos". E por isso, não cheguei a apreciar a discografia da banda em toda a sua glória.

Antes do show.

O Circo Voador é um local bacana de ir. De qualquer lugar você tem uma ótima visão do palco até porque o lugar é pequeno. A lotação é de 2.800 pessoas. O único contra é que por ser aberto, dependendo da temperatura (que geralmente é 50 graus, porque estamos falando do Rio de Janeiro) pode ser desconfortável. Foi o que mais ou menos aconteceu comigo e com o Bruno, meu namorado. A única coisa intacta foi a minha sombra 3d, de resto tudo derreteu.

Chegamos em torno das 16h30, 17h por aí. A fila era praticamente nula, provavelmente por ser sexta-feira, muita gente ainda estava no trabalho e o trânsito do Rio é um cão raivoso de tão imprevisível. Tanto que ficamos praticamente no portão. Algumas pessoas estavam esperando ver o Zakk sair da van, na parte de trás do Circo. Mas ainda assim era pouca gente. O portão estava previsto para abrir às 20h.

A banda Syren. Uma excelente surpresa!
Desta vez, a Liberation, empresa responsável por trazer o BLS pro Brasil, sugeriu uma banda de abertura. E foi assim que eu conheci a Syren. Na verdade conheci a banda por uma amiga, mas não me liguei muito nas músicas. Originária de Petropólis, o vocalista tem um timbre que lembra o do Bruce Dickinson. Eles cantaram 5 músicas. Foi um show bacana até. Músicas boas de "bater a cabeça". Porém existe um lado "ruim" com bandas de abertura: não se curte tanto o show quando se está esperando a banda principal.

Sobre o show.

Finalmente às 22h o show começa! E que show! Após "Whole Lotta Sabbath" terminar, a cortina cai já mostrando Zakk Wylde e sua trupe quebrando tudo! Foi um dos começos de show mais eletrizantes que eu já vi, a resposta do público é muito intensa! E a banda engatou as 5 primeiras músicas uma atrás da outra: Genocide Junkies, Funeral Bell, Suffering Overdue, Bleed for Me e Heart of Darkness.

A Funeral Bell era uma das canções que eu mais esperava ouvir! Ela logo começa com um riff pesado e a letra é tão foda quanto. Com toda a certeza superou as minhas expectativas.
Zakk itself.
Porém essa não foi a melhor música do show, mas sim a Suicide Messiah. Confesso que é uma das canções que eu menos escutei na playlist que eu fiz pra me preparar pro show. Não foi por mal.

Entretanto há um fenômeno chamado “a-música-que-no-show-ganha-uma-força-descomunal-ao-vivo-que-sempre-subestimamos.mp3”. Não é que a música fosse fraca por ser gravada em estúdio, mas ela ganhou A força ao vivo! Talvez pelo público cantar cada sílaba junto, talvez pelo peso (a mais), mas ela é incrível.

Logo após vem as músicas mais “leves” e uma bela homenagem a Dimebag e Vinnie Paul, ambos ex-Panteras e já falecidos. É nítido ver a devoção e o amor que o Zakk tem por ambos. Foi um dos momentos mais lindos do show.
Ele toca guitarra com a boca!
Com toda a certeza o show do Black Label Society é algo que veria novamente. Obviamente teve outros destaques, mas esses foram o que mais me marcaram. O que me fez ficar encantada com o show foi a entrega do público. O Zakk não é a pessoa mais comunicativa do mundo, o que me causou estranheza, mas ainda assim dava para perceber a felicidade dele com o show. 

Apesar do calor extremo – e estar com blusa e calças pretas mais coturno foi um sacrifício enorme – eu repetiria tudo! Ter ido com o player 2 foi uma experiência de ouro, como sempre é. É muito bacana ter alguém que curte as mesmas coisas e tem o mesmo nível de animação e expectativas.

4 comentários:

  1. Nossa, sensacional o seu relato sobre o show. Gostei de cada detalhe citado, como também fui, sei exatamente como é rsrs. Adorei a performance do Zakk subindo no negócio mais alto e batendo cabeça. Fora o pique de emendar, como você falou, uma música atrás da outra, isso anima ainda mais você não fica parado hehe. Parabéns pelo seu post e pelo trabalho aqui feito. Adorei! Viva o Heavy Metal \m/

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  2. Já fui num show do Nightwish no circo, era dezembro, então sei bem a situação fervente que vc passou hahaha só de lembrar a gente já começa a soar hahaha
    seu relato animado sobre o show me deu muita vontade de ouvir a banda, só conheço de nome. vou dar uma procurada no spotify
    bjoo sua linda!

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    1. Meninaaaaa nem lembra hahaha foda que o local é aberto né, então nem rola de ter um ar condicionado. Cara, ouça sim! É muuuuuuuito foda! E fico feliz que tenha curtido o post! Muito obrigada. Beijo ♥♥

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